domingo, 28 de junho de 2015

Carta de entidades da Educação em resposta a declarações de Viviane Senna em entrevista a Folha de São Paulo





A entrevista concedida por Viviane Senna à Folha de São Paulo e publicada na edição de 18 de junho de 2015, usando como título a última frase da entrevistada, “A educação trabalha com achismos, enquanto temos uma quantidade imensa de ciência à disposição” causou indignação no meio educacional brasileiro.
Ao longo de toda a entrevista, o jornalista induz respostas elogiosas à iniciativa privada, à mensuração da disciplina como qualidade importante (tratada como habilidade sócio-emocional ou pré-cognitiva nos documentos das políticas educacionais atuais) e ao trabalho do Instituto, o que compromete a credibilidade necessária ao jornalismo efetivamente preocupado com a ciência.
Ainda no caput, diz ele: "um estudo do instituto mostrou que qualidades como dedicação e foco têm quase o dobro do impacto no desempenho escolar comparadas com fatores como cor, gênero ou ambiente familiar". Em seguida, traz a afirmação da entrevistada, de que: "Há muitos estudos à disposição sobre como o aprendizado se dá, mas pouco é utilizado". 
Uma das perguntas aponta a consciência superior da iniciativa privada a respeito da importância da "ciência do aprendizado" e da "conscienciosidade" (disciplina, foco e responsabilidade), que o Instituto está medindo, com base em recomendações de um economista e quantificando os resultados em percentuais de aprendizagem! É claro que ela nada diz sobre a correlação entre dedicação e foco e origem social, aparentemente não estudada, mostrando a fragilidade científica da pesquisa em questão, que quantifica o rendimento de modo duvidoso, considerado 1/3 superior nos "conscienciosos".
A entrevistada trata a disciplina como "habilidade maleável", a ser trabalhada pelos professores, que devem ser "treinados" para isso, o que ela alega estar sendo feito no Rio de Janeiro. Diz que os professores precisam não desistir das crianças, que eles "escolhem" os alunos aos quais se dedicarão "abandonando" os demais e que, se soubessem da maleabilidade de características como a disciplina poderiam investir em 100% deles. Diz ainda que: "Você tem de colocar para o professor que a meta dele é ter 100% de sucesso. Aí ele aprende a ter responsabilidade e não arrumar desculpa, dizendo que o aluno é pobre ou que a família é desestruturada. Se você ensinar, o aluno aprende."
Aparentemente, segundo a entrevistada, o professor precisa ser tratado como um aluno ou filho desobediente, que precisa ser treinado para ter responsabilidade, deixando claro que, para ela, os professores são irresponsáveis! Incentivada, mais uma vez, pelo jornalista, afirma que a reação dos sindicatos às intervenções é corporativista, mas que já “melhorou” e diz que a eficiência é uma questão ética e que é preciso evoluir muito. Afirma que a avaliação é uma coisa básica para sabermos se estamos acertando ou errando. Junta, nesta frase, questões díspares criando confusão entre avaliação e avaliação em larga escala, por desconhecimento ou desrespeito aos estudos que mostram a necessidade de critérios para a primeira, inviáveis de serem atendidos pela segunda.
Finaliza dizendo, respondendo mais uma vez a uma questão que induz a resposta, que, depois dos conhecimentos de economia e de gestão que estão sendo levados à educação o próximo passo seria a neurociência. “O Instituto já até contratou um especialista”, esclarece.
O conjunto de perguntas e respostas parece, ao leitor mais informado, uma recuperação da velha e ultrapassada psicologia behaviorista, que, após ser superada por estudos que demonstraram a impertinência de sua utilização em Educação, volta com força, travestida de nova ciência, com base em supostas pesquisas, economicamente interessadas e pouco confiáveis.
Viviane Senna finaliza a entrevista com duas pérolas: 1) “Estamos estudando o papel da repetição na automatização da leitura e o papel do sono na consolidação do conhecimento. Queremos entender como o cérebro aprende.”, evidenciando, pelo uso da generalização imprópria, completa ignorância dos fatores sociais, culturais e ambientais que interferem em todos os processos de aprendizagem, além de forte tendência ao reducionismo. 2) “A educação trabalha com achismos, enquanto temos uma quantidade imensa de ciência à disposição. ”. A frase desqualifica décadas de pesquisas e estudos da área, desrespeitando centenas, talvez milhares, de professores e pesquisadores que vêm dedicando suas vidas, com seriedade e determinação, à construção da escola pública e de qualidade para todos, no Brasil!
Questionamos, por meio desta carta, o uso de uma entrevista pobre, direcionada e sem nenhuma informação científica para desqualificar toda uma área que vem produzindo e divulgando conhecimentos no país há décadas e que tem inúmeras contribuições científicas oferecidas à sociedade e à educação brasileiras, ao conhecimento de métodos e processos de ensino aprendizagem, de formação e atuação docentes, com incontáveis levantamentos e análises de questões ligadas à disciplina, capacidades cognitivas, trajetórias de sucesso e de fracasso escolar, entre outros temas relevantes.
Entendemos que achismo é condenar uma área de estudos e suas pesquisas por desconhecimento da sua produção! Essas pesquisas estão amplamente divulgadas nas revistas científicas disponibilizadas no Scielo e Portal de Periódicos da CAPES, além dos relatórios disponíveis nas agências de fomento de pesquisa e nos sites das entidades de estudos e pesquisas em educação.
Assinam esta carta:
Professora Maria Margarida Machado (Presidente da Associação Nacional de Pós-graduação e pesquisa em Educação - ANPEd)
Professora Ivany Pino (Presidente do Centro de Estudos Educação e Sociedade – CEDES)
Professora Iria Brzezinski (Presidente da Associação Nacional pela Formação de Profissionais da Educação - ANFOPE)
Professora Andrea do Rocio Caldas (Presidente do Fórum Nacional de Diretores de Faculdades de Educação - FORUMDIR)
Professora Inês Barbosa de Oliveira (Presidente da Associação Brasileira de Currículo - ABdC)
Professor João Oliveira (Presidente da Associação Nacional de Profissionais de Administração Educacional – ANPAE)
* As entidades enviaram esta carta ao jornal Folha de São Paulo solicitando "direito de resposta", como forma de contrapor os argumentos da entrevista, porém não obteve retorno até o momento desta postagem.
Clique aqui e leia também texto do professor Luíz Carlos Freitas analisando a entrevista em questão.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

“Pátria Educadora? Lema de quem para quem?” | Vídeos GRATUITOS


Parte da Manhã
Brasil, pátria educadora: lema de quem, para quem?
http://cameraweb.ccuec.unicamp.br/watch_video.php?v=7Y42S6HDNOG9

Expositores

  • Profa. Dra. Helena Costa Lopes de Freitas 
  • Prof. Dr. Idevaldo da Silva Bodião 
  • Prof. Dr. João Ferreira de Oliveira 
  • Prof. Dr. José Claudinei Lombardi 
  • Profa. Dra. Nilda Guimarães Alves 
  • Prof. Dr. Sérgio Stocco 


Parte da Tarde
Pátria Educadora: Análise e encaminhamentos possíveis
http://cameraweb.ccuec.unicamp.br/watch_video.php?v=4WW9WN3O96MW


No dia 18 de maio de 2015, a Faculdade de Educação da Unicamp promoveu o evento “Pátria Educadora? Lema de quem para quem?”, com o objetivo de debater o documento “Pátria Educadora: a qualificação do ensino básico como obra de construção nacional”, de autoria do ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal, Roberto Mangabeira Unger. O documento, ainda em formato preliminar, propõe diretrizes e ações para construir um projeto de qualificação da educação básica. Ele foi divulgado em 22 de abril e encaminhado para a avaliação de universidades e outras instituições da área da educação.


O evento reuniu presencialmente cerca de 60 participantes, entre docentes da FE e de outras universidades, alunos e representantes de associações e sociedades científicas de educação. Também participaram do debate por meio de videoconferência 12 universidades e institutos. Outros 140 grupos acompanharam as discussões ao vivo pela internet.

terça-feira, 2 de junho de 2015

A importância de Paulo Freire, por Lisete Arelaro

A atualidade do pensamento pedagógico transformador do educador brasileiro mais conhecido do mundo


Publicado em: Carta Capital | edição 68 | maio de 2015 
http://www.cartafundamental.com.br/single/show/407/a-importancia-de-paulo-freire


A atualidade do pensamento de Paulo Freire vem sendo atestada pela multiplicidade de experiências que se desenvolvem tomando o seu pensamento como referência, em diferentes áreas do conhecimento e em diferentes países do mundo. 
 
Intelectual chamado de “educador popular” é o professor brasileiro mais conhecido no mundo. Foi criador de uma teoria epistemológica de aprendizagem que grande parte das publicações denomina de Método Paulo Freire, e é também o cidadão brasileiro mais condecorado do País. Foram 39 títulos de Doutor Honoris Causa – 34 em vida e cinco in memoriam – e mais de 150 títulos honoríficos e/ou medalhas. Em 2012, foi declarado Patrono da Educação Brasileira, por meio da Lei Federal nº 12.612, de 13/4/2012.
 
Paulo Freire escreveu mais de 20 livros como único autor e 13 em coautoria. Seu livro mais importante, Pedagogia do Oprimido, foi traduzido em mais de 20 idiomas e, somente em inglês, já foram publicados mais de 500 mil exemplares. Seu livro Pedagogia da Autonomia – Saberes Necessários à Prática Educativa vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Seus livros são comercializados em 80 países, podendo-se afirmar, em razão disso, que ele é o educador brasileiro mais lido no mundo.
 
Tal projeção confere ao conjunto de suas produções o caráter de uma obra universal, que vem sendo destacada na literatura, nos depoimentos de importantes autores, em diferentes países, e no crescente número de pesquisas que se referenciam na matriz de pensamento de Paulo Freire.
 
Michael W. Apple, professor da Universidade de Wisconsin – Madison, um dos mais conhecidos especialistas internacionais na área do currículo e na análise das políticas educacionais e um dos principais difusores do pensamento freireano nos Estados Unidos, destaca que as numerosas obras de Freire serviram de referência a várias gerações de trabalho educacional crítico. 
 
Para António Nóvoa, professor da Universidade de Lisboa, Portugal, autor de diversas obras científicas no domínio da Educação, a vida e a obra de Freire constituem uma referência obrigatória para várias gerações de educadores. As propostas por ele lançadas foram sendo apropriadas por grupos distintos, que as relocalizaram em vários contextos sociais e políticos. “A partir de uma concepção educativa própria, que cruza a teoria social, o compromisso moral e a participação política, Paulo Freire é, ele próprio, um patrimônio incontornável da reflexão pedagógica atual. Sua obra funciona como uma espécie de consciência crítica, que nos põe em guarda contra a despolitização do pensamento educativo e da reflexão pedagógica.”
 
Na área acadêmica, a última década revela grande interesse e ampliação de trabalhos sobre e a partir do pensamento freireano. Em recente pesquisa realizada no Portal da Capes (SAUL e SILVA, 2008) constatou-se, no período 1987-2007, um total de 804 produções – dissertações e teses – defendidas, que utilizaram o referencial freireano em diferentes áreas do conhecimento. 
 
No entanto, é importante destacar alguns aspectos de sua teoria epistemológica, para que os que nunca leram Paulo Freire se sintam motivados a fazê-lo. Dentre tantos aspectos, destacamos de sua teoria: a crítica à educação bancária; a educação crítica como prática da liberdade; a defesa da educação como ato dialógico; a necessidade de o professor ser pesquisador e ter rigor científico nas suas aulas; a problematização e a interdisciplinaridade no ato educativo e a noção de ciência aberta às necessidades populares. 
 
Freire apresenta, em amplo acervo teórico, reflexões que apontam para a importância de uma educação que parta das necessidades populares como prática de liberdade e de emancipação das pessoas, e não de categorias abstratas. Para ele, a educação requer, de forma permanente: a) O cultivo da curiosidade; b) As práticas horizontais mediadas pelo diálogo; c) Os atos de leitura do mundo; d) A problematização desse mundo; e) A ampliação do conhecimento que cada um detém sobre o mundo problematizado; f) A interligação dos conteúdos apreendidos; g) O compartilhamento do mundo conhecido a partir do processo de construção e reconstrução do conhecimento.
Suas obras são críticas, mas cheias de esperança porque o homem e a mulher, como seres inconclusos, sempre podem aprender mais e mudar a sua realidade e a do mundo. Não há destino. Ninguém aprende sozinho, aprende-se em comunhão. E isso se faz nas práxis da ação, reflexão e ação. Por isso, ele nos lembrava: “O mundo não é, ele está sendo”.
 
É importante registrar, também, a ampliação do número, na última década, de Institutos e Cátedras Paulo Freire em vários países do mundo, entre os quais estão Portugal, Espanha, Itália, Peru, México, Colômbia, Estados Unidos e Brasil. Essas instituições, sediadas ou não em espaços acadêmicos, têm realizado eventos de caráter internacional para o aprofundamento e divulgação do pensamento freireano.
Será que todos esses professores, intelectuais e movimentos sociais são comunistas? 
 

* Lisete Arelaro é professora titular do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da Faculdade de Educação da USP

domingo, 24 de maio de 2015

Dossiê "Pedagogia Histórico-Crítica" | Revista Germinal | V. 7 n. 1 | 2015





O Volume 7, n. 1, de 2015 da Revista Germinal: Educação e Marxismo em Debate é mais uma vez dedicado à pedagogia histórico-crítica. Foi assim em 2013 (v. 5, n. 2), quando os organizadores da XI Jornada do HISTEDBR, realizada 2013 em Cascavel (PR), destinaram aquela edição da revista às conferências proferidas no evento e ampliaram o número com textos de outros autores. 


Sumário

Editorial

DOSSIÊ “PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA: A DEFESA DO ENSINO E DIRECIONAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO ESCOLAR”          
Ana Carolina Galvão Marsiglia,  Ligia Marcia Martins

Debate

A IMPORTÂNCIA DA CONCEPÇÃO DE MUNDO PARA A EDUCAÇÃO ESCOLAR: PORQUE A PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA NÃO ENDOSSA O SILÊNCIO DE WITTGENSTEIN                PDF
Newton Duarte              

O CONCEITO DIALÉTICO DE MEDIAÇÃO NA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA EM INTERMEDIAÇÃO COM A PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL
Dermeval Saviani           

A INTERNALIZAÇÃO DE SIGNOS COMO INTERMEDIAÇÃO ENTRE A PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL E A PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA          
Lígia Márcia Martins      

Artigos

PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA E SABER OBJETIVO VERSUS MULTICULTURALISMO E O RELATIVISMO NO DEBATE CURRICULAR ATUAL     
Julia Malanchen              

O POPULAR E O ERUDITO NA EDUCAÇÃO ESCOLAR       
Cláudio Félix dos Santos, Adalgisa Gonçalves Gobbi, Ana Carolina Galvão Marsiglia       

PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA E SEXUALIDADE NA EDUCAÇÃO ESCOLAR: CONSIDERAÇÕES A PARTIR DA ANÁLISE DO TEMA “ORIENTAÇÃO SEXUAL ” NOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS      
Marcio Magalhaes da Silva         

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO: AVANÇO NO PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO OU FENÔMENO DE ALIENAÇÃO?   
Benedito Pinheiro Ferreira        

CRÍTICA À CONCEPÇÃO EMPRESARIAL DE EDUCAÇÃO: UMA CONTRIBUIÇÃO DA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA      
André Silva Martins,      Leonardo Docena Pina 

A PRODUÇÃO DE DERMEVAL SAVIANI: PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES AOS ARTIGOS QUE TRATAM DA TEORIA PEDAGÓGICA  
Carolina Nozella Gama, Cláudio de Lira Santos Júnior    

POR QUE É NECESSÁRIO O TRABALHO EDUCATIVO FUNDAMENTADO NA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA NAS ESCOLAS DO CAMPO E DO MST?            
Tiago Nicola Lavoura     

EDUCAÇÃO ESCOLAR E ACESSO AO CONHECIMENTO: O ENSINO COMO SOCIALIZAÇÃO DA LIBERDADE DE PENSAR                
Angelo Antonio Abrantes          

CINEMA COMO RECURSO PARA O DESENVOLVIMENTO CONCEITUAL: ENLACES DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL E PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA 
Silvana Calvo Tuleski,     Marta Chaves,  Hilusca Alves Leite,         Paulo Sérgio Pereira Ricci,Maria Aparecida Santiago da Silva,     Jéssica Elise Echs Lucena             

A RELAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA EM QUESTÃO      
Marluza Secchin Malacarne, Sandra Soares Della Fonte, Robson Loureiro, Antonio Fernandes da Cruz Junior  

OS DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE NA PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA: APONTAMENTOS PARA UMA PRÁXIS TRANSFORMADORA NA EDUCAÇÃO        
Eraldo Leme Batista, Marcos Roberto Lima        

O PAPEL DA ARTE E DA EDUCAÇÃO ESCOLAR NA FORMAÇÃO DE NECESSIDADES SUPERIORES À LUZ DOS PRESSUPOSTOS DA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA  
Larissa Bulhões D'Incao, Mariana de Cássia Assumpção, Maria Cláudia da Silva Saccomanni         

AS CONTRIBUIÇÕES DA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA       
Lucas André Teixeira    

OBJETIVOS DO ENSINO NA EDUCAÇÃO INFANTIL À LUZ DA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CRÍTICA E HISTÓRICO-CULTURAL         
Juliana Campregher Pasqualini

A CONCEPÇÃO HISTÓRICO-CULTURAL DE ALFABETIZAÇÃO       
Meire dos Santos Dangió, Ligia Marcia Martins

PEDAGOGIA HISTÓRICO CRÍTICA: UM OLHAR PARA AS AÇÕES DO PROFESSOR NO ENSINO DA LINGUAGEM ESCRITA 
Mônica De Araújo Saraiva, Terezinha da Conceição Costa-Hübes           

DA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES À FORMAÇÃO CONTINUADA: CONTRIBUIÇÕES DA PEDAGOGIA HISTORICO-CRÍTICA NA BUSCA DE UMA FORMAÇÃO EMANCIPADORA              
Maria Cláudia da Silva Saccomani, Luciana Cristina Salvatti Coutinho      

A PEDAGOGIA HISTÓRICO CRITICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS: A EXPERIÊNCIA DA ÁREA DAS CIÊNCIAS DA NATUREZA E MATEMÁTICA DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFBA
Bárbara Carine Pinheiro da Anunciação

Entrevista

PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA           
Celi Nelza Zulke Taffarel             

Clássico

SOBRE A NATUREZA E ESPECIFICIDADE DA EDUCAÇÃO
Dermeval Saviani           

Resenhas

O DESENVOLVIMENTO DO PSIQUISMO E A EDUCAÇÃO ESCOLAR: CONTRIBUIÇÕES À LUZ DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL E DA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA.
Saulo Rodrigues Carvalho           

ESCOLA PÚBLICA E SOCIALISMO: FACES DE UMA MESMA MOEDA        
Régis Henrique Silva     

Teses e Dissertaçoes: Resumos

O DESENVOLVIMENTO PSÍQUICO NA IDADE DE TRANSIÇÃO E A FORMAÇÃO DA INDIVIDUALIDADE PARA-SI: APORTES TEÓRICOS PARA A EDUCAÇÃO ESCOLAR DE ADOLESCENTES  PDF
Ricardo Eleutério dos Anjos      

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO AMPLIADA: CONTRIBUIÇÕES DA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA       

Cristiane Guimarães de Lacerda

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Revista Crítica Marxista | nº 38 | Download GRATUITO

O número 38 de Crítica Marxista foi inserido no site da revista. 




Acesso em: http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/sumario.php?id_revista=49&numero_revista=38


*CRÍTICA MARXISTA - NÚMERO 38 - SUMÁRIO*

ARTIGOS

1. Critica ao conceito de marxismo ocidental - Pedro Leão da Costa Neto

2. Os invasores de Marx: sobre os usos da teoria marxista e as
dificuldadesde uma leitura contemporânea - Michael Heinrich

3. Capitalismo e relações internacionais: uma critica a Schumpeter, Keynese
Hayek - Daniel Augusto Feldmann

4. Lutas ecossociais dos indígenas na America Latina - Michael Löwy

5. Astrojildo Pereira: o dilema da nacionalização do marxismo no
BrasilGleyton Trindade

DOSSIÊ

Sindicalismo e política: França, Brasil e Argentina

1. Apresentação - Andréia Galvão

2. Contribuições e limites do conceito de campo sindical: uma reflexãoa
partir do caso francês - Sophie Béroud

3. A contribuição do debate sobre a revitalização sindical para a análisedo
sindicalismo brasileiro - Andréia Galvão

4. Estado y sindicatos en la Argentina post-devaluacion. El retorno
deldebate estrategico - Paula Varela

DOCUMENTOS

1. O marxismo esta ultrapassado? Introdução à conferência de
CharlesRappoport - João Quartim de Moraes

2. O marxismo esta ultrapassado? - Charles Rappoport

3. Proposta para analise e enfrentamento da crise estrutural do
modeloeconômico - Wilson Cano

RESENHAS

1. Credito a morte. A decomposição do capitalismo e suas criticas
[AnselmJappe] - Ricardo Musse

2. Karl Marx – A historia de sua vida [Franz Mehring] - Anouch Neves
deOliveira Kurkdjian e Bruna Della Torre de Carvalho Lima

3. A politica e as letras: entrevistas da New Left Review [Raymond
Williams]Ugo Rivetti

4. Marx, Weber e o marxismo weberiano [Francisco Teixeirae Celso Frederico]
- Paula Marcelino

5. Estado e forma política [Alysson Leandro Mascaro] - Thiago Barison

6. O longo bonapartismo brasileiro (1930-1964): um ensaio de
interpretaçãohistórica [Felipe Demier] - Francisco Pereira de Farias

7. Proletariado e sujeito revolucionário [Sergio Lessa e Ivo Tonet] –
EstevamAlves Moreira Neto

8. Política e classes sociais no Brasil dos anos 2000 [Armando Boito Jr.
eAndreia Galvão (orgs.)] - Adriano Santos

NOTAS

Em memória de Ciro Flamarion Santana Cardoso (1942-2013) – um historiador
presente. - Fábio Afonso Frizzo de Moraes Lima e Mário Jorge da Motta Bastos


Acesso emhttp://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/sumario.php?id_revista=49&numero_revista=38

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Dossiê "Organização do Trabalho Didático" - Revista HISTEDBR - v. 14, n. 60 (2014)

Número da Revista HISTEDBR Online organizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas “História, Sociedade e Educação no Brasil – HISTEDBR/GT Campo Grande-MS.

Editorial
Editorial
Maria Angélica Cardoso, Silvia Helena Andrade de Brito

Dossiê
EL AGRÓNOMO SILVIO SPANGENBERG Y LA CONSOLIDACIÓN DE LA ESCUELA NACIONAL DE AGRICULTURA DE CASILDA (1900-1928)
Adrián Ascolani


"ELEMENTOS DE ÁLGEBRA" DE CRISTIANO BENEDITO OTTONNI: ANÁLISE DE UM INSTRUMENTO DIDÁTICO DO SÉCULO XIX
Elaine Cristina Luiz, Samira Saad Pulchério Lancillotti


O TRABALHO DIDÁTICO NA OBRA DE CALKINS: A ALFABETIZAÇÃO SEGUNDO O MÉTODO INTUITIVO
Enilda Fernandes


OS CADERNOS DE HISTÓRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO (2008-2010)
Jémerson Quirino de Almeida, Carla Villamaina Centeno


A CONFORMAÇÃO DO MERCADO EDITORIAL BRASILEIRO A PARTIR DAS ÚLTIMAS DÉCADAS DO SÉCULO XX E ANOS INICIAIS DO SÉCULO XXI: O CASO DO GRUPO ABRIL
Iara Augusta da Silva


A UTILIZAÇÃO DO “LIVRO” DIDÁTICO NA SOCIEDADE DO CAPITAL
Maria Lucia Paniago


A LITERATURA NA ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA DA ESCOLA MODERNA: EM UM CAMINHO DE PERDAS, A EXPRESSÃO DE UMA SOCIEDADE UTILITARISTA
Ana Aparecida Arguelho de Souza, Graciela Fátima Granetto


FERNANDO DE AZEVEDO (1894-1974): UMA MESMA OBRA E SUAS VÁRIAS LEITURAS
Silvia Helena Andrade de Brito, Maria Angélica Cardoso


A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A DIVERSIDADE E DIREITOS HUMANOS ANALISADA SOB A ÓTICA DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO DIDÁTICO: TECENDO ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Andréia Laura de Moura Cristaldo

Artigo
INFLUÊNCIAS E DETERMINAÇÕES PARA A OFERTA DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA NO BRASIL
Simone Fátima Flach


EDUCAÇÃO DO CAMPO E POLÍTICA EDUCACIONAL EM DEBATE: APONTAMENTOS SOBRE A FORMAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA RURAL NA ATUALIDADE
Adriana do Carmo de Jesus, Júlia Mazinini Rosa, Maria Cristina dos Santos Bezerra


HISTÓRIA DO ENSINO E DISCURSOS POLÍTICO-EDUCACIONAIS NA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO
Francisco Carlos Franco, Rosalia Maria Netto Prados


INFÂNCIA E EDUCAÇÃO: A HISTÓRICA CONSTRUÇÃO DO DIREITO DAS CRIANÇAS
Djanira Ribeiro Santana


NARRATIVAS E REPRESENTAÇÕES DE UM PERCURSO EDUCACIONAL E DE UM IDEÁRIO EDUCATIVO ESTRANGEIRO NAS CARTAS DE UMA EDUCADORA
Silmara Fatima Cardoso


INTELECTUAIS, EDUCAÇÃO ESCOLAR E HEGEMONIA: ANÁLISE DAS FORMULAÇÕES EMPRESARIAIS SOBRE TRABALHO DOCENTE
André Silva Martins, Leonardo Docena Pina, Lúcia Aparecida de Ávila, Raiza Dias de Almeida


A INSTRUÇÃO PROGRAMADA PROPOSTA POR SKINNER E O USO DE RECURSOS AUDIOVISUAIS NA EDUCAÇÃO: CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEDAGOGIA TECNICISTA NO BRASIL
Evelyn Fernandes Faheina


IDEIAS PEDAGÓGICAS DE UMA SOCIOLOGIA CRISTÃ: NOTAS SOBRE UM COMPÊNDIO DE SOCIOLOGIA DA DÉCADA DE 1940
Marcelo Pinheiro Cigales


A ATUAÇÃO JESUÍTICA NAS PROPOSTAS DE PERIODIZAÇÃO DOS MANUAIS DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Vanessa Campos Mariano Ruckstadter, Cezar de Alencar Arnaut de Toledo


A DIDÁTICA MAGNA: UMA OBRA PRECURSORA DA PEDAGOGIA MODERNA?
Ronaldo Aurélio Gimenes Garcia


AS CATEGORIAS FREIREANAS E A EDUCAÇÃO POPULAR NA PERSPECTIVA DO FILME TRISTEZA DO JECA
Juscimar Maria de Paula, Armindo Quilicci Neto


NOTAS SOBRE A REFORMA POMBALINA DA INSTRUÇÃO EM PORTUGAL E NA AMÉRICA PORTUGUESA
Alberto Damasceno


AS PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS DO MOVIMENTO DA MATEMÁTICA MODERNA NO COLÉGIO DE SÃO BENTO DO RIO DE JANEIRO
Bruno Alves Dassie, Letícia Maria Ferreira da Costa, João Bosco Pitombeira Fernandes de Carvalho


APONTAMENTOS SOBRE A CONCEPÇÃO FENOMENOLÓGICA DO “SE-MOVIMENTAR” NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA CRÍTICA ELUCIDADA PELA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA
Matheus Bernardo Silva, Lígia Regina Klein


O LUGAR DO GRUPO ESCOLAR CÉSAR BASTOS NO CONTEXTO HISTÓRICO-EDUCACIONAL DE RIO VERDE (1947–1961)
Maria Helena Cicci Romero, Maria Aparecida Alves Silva, kênia Guimarães Furquim Camargo, Juscimar Maria de Paula

Resenha
AS MUITAS FACETAS DO SOCIÓLOGO E EDUCADOR FERNANDO DE AZEVEDO
André Luiz da Motta Silva, Silvia Helena Andrade de Brito

Resumo
AS POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO INTEGRAL EM ARIQUEMES-RONDÔNIA: UMA ANÁLISE DO PROJETO BURAREIRO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL E DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO
Claudinei Frutuoso



A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO DIDÁTICO NAS ESCOLAS ISOLADAS PAULISTAS: 1893 A 1932
Maria Angélica Cardoso

domingo, 26 de abril de 2015

IV Curso Livre Marx e Engels | Vídeos GRATUITOS




Vídeos do IV Curso Livre Marx-Engels, disponibilizados ano passado pela Boitempo Editorial:

01- Alysson Mascaro | Marx, Engels e a crítica do Estado e do direito
https://www.youtube.com/watch?v=7bM4y9hsJS4&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ

02- Antonio Rago | A crítica do idealismo em Marx e Engels
https://www.youtube.com/watch?v=juhXSI3Jb7k&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ&index=15

03- José Paulo Netto | A atualidade do Manifesto Comunista
https://www.youtube.com/watch?v=fmbMHOOBzwQ&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ&index=14

04- Osvaldo Coggiola | Análises concretas da luta de classes
https://www.youtube.com/watch?v=t5OKnqMM_-Q&index=13&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ

05- Ricardo Antunes | A constituição da classe trabalhadora
https://www.youtube.com/watch?v=sPgLhJA_R98&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ&index=12

06- Mario Duayer | A crítica ontológica do capital
https://www.youtube.com/watch?v=By0zGWl2jMM&index=10&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ

07- Jorge Grespan | A crítica da economia política em Marx
https://www.youtube.com/watch?v=5Xp3UFM3nPc&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ&index=5

08- Ruy Braga | Democracia, trabalho e socialismo em Marx e Engels
https://www.youtube.com/watch?v=Yofxeg-iSjk&index=4&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ