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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

[Download Gratuito] Ensino desenvolvimental: vida, pensamento e obra dos principais representantes russos

A editora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) disponibilizou para download gratuito o livro: ENSINO DESENVOLVIMENTAL II: VIDA, PENSAMENTO E OBRA DOS PRINCIPAIS REPRESENTANTES RUSSOS.



Acesse aqui: http://www.edufu.ufu.br/sites/edufu.ufu.br/files/e-book_ensino_desenvolvimental_livro_ii_2015_0.pdf

Autor(es): 
Andrea Maturano Longarezi
Roberto Valdés Puentes

Descrição: 

Esse segundo livro da trilogia "Ensino desenvolvimental: vida, pensamento e obra dos principais representantes russos" compõe os estudos da teoria histórico-cultural na tradição teórica e epistemológica da "troika" vigotskiana (Vigotski, Luria e Leontiev).  

A pesquisa educacional realizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Didática Desenvolvimental e Profissionalização Docente (GEPEDI) aprofunda e difunde as contribuições da psicologia marxista histórico-cultural e da didática desenvolvimental do período soviético (1917-1991). Esse volume, fruto de pesquisa do GEPEDI, apresenta ao público de língua portuguesa os perfis biográficos e contribuições de A. S. Makarenko, P. I. Zinchenko, L. I. Bozhovich, L. A. Venguer, B. F. Lomov, V. S. Mukhina, A. A.Leontiev, V. P. Zinchenko, M. A. Danilov, M. N. Skatkin e M. Majmutov.

A ampla discussão desses autores em eventos científicos resulta agora nessa trilogia.  Nos perfis biográficos aqui apresentados, autores do Brasil, Cuba, México e Rússia salientam o contexto e as principais contribuições teóricas, bem como suas implicações para o ensino desenvolvimental.  Elaboraram esses perfis Cecília Luedeman, Vladimir P. Zinchenko, Boris G. Meshcheriakov, Albertina M. Martínez, Fernando González Rey, Maria Aparecida Mello, Douglas Aparecido de Campos, Dmitry Leontiev, José Zilberstein, Silvia Olmedo Cruz, Ruben de Oliveira Nascimento, Roberto Valdés Puentes, Andréa Maturano Longarezi e Orlando Fernández Aquino.

Essa adição à Coleção Biblioteca Psicopedagógica Didática resulta do II Colóquio Internacional Ensino Desenvolvimento: vida, pensamento e obra dos principais representantes russos, realizado na Universidade Federal de Uberlândia, em maio de 2014. Esses textos abordam como o “ensino desenvolvimental“ serve à máxima potencialização do desenvolvimento dos estudantes.

Acesse aqui: http://www.edufu.ufu.br/sites/edufu.ufu.br/files/e-book_ensino_desenvolvimental_livro_ii_2015_0.pdf


domingo, 5 de julho de 2015

Anais do VIII Colóquio Internacional Marx e Engels




Os trabalhos que serão apresentados no VIII Colóquio Internacional Marx e Engels já podem ser consultados pelo link:

http://www.ifch.unicamp.br/formulario_cemarx/selecao/2015



VIII Colóquio Marx Engels


Evento de: 14/07/2015 a 17/07/2015
Local do evento: IFCH/Unicamp
Convidados confirmados:
  • Carlos Eduardo Martins (UFRJ)
  • Emilio Tadei (UBA/Argentina)
  • Colin Barker (Manchester Metropolitan University/Reino Unido
  • Helena Hirata (Université de Paris-8, Paris 10, CNRS/França)
  • Pedro Karczmarczyk (Universidad de La Plata / Argentina)
  • Luiz Motta (UFRJ)
  • Marcio B. Naves (Unicamp)
  • Peter Thomas (Brunel Universith London /Reino Unido
  • Ana C. Dinerstein (University of Bath / Reino Unido)
  • Igor Fuser (UFABC)


Sessões Plenárias:
- Política e sociedade na América Latina atual
- O marxismo e os movimentos sociais contemporâneos
- Althusser: Ler o Capital
- O retorno da ideia de Comunismo

Apoio: Pró - Reitoria de Extensão
Diretoria, Secretaria de Eventos e
Equipe de Informática do IFCH

domingo, 26 de abril de 2015

IV Curso Livre Marx e Engels | Vídeos GRATUITOS




Vídeos do IV Curso Livre Marx-Engels, disponibilizados ano passado pela Boitempo Editorial:

01- Alysson Mascaro | Marx, Engels e a crítica do Estado e do direito
https://www.youtube.com/watch?v=7bM4y9hsJS4&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ

02- Antonio Rago | A crítica do idealismo em Marx e Engels
https://www.youtube.com/watch?v=juhXSI3Jb7k&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ&index=15

03- José Paulo Netto | A atualidade do Manifesto Comunista
https://www.youtube.com/watch?v=fmbMHOOBzwQ&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ&index=14

04- Osvaldo Coggiola | Análises concretas da luta de classes
https://www.youtube.com/watch?v=t5OKnqMM_-Q&index=13&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ

05- Ricardo Antunes | A constituição da classe trabalhadora
https://www.youtube.com/watch?v=sPgLhJA_R98&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ&index=12

06- Mario Duayer | A crítica ontológica do capital
https://www.youtube.com/watch?v=By0zGWl2jMM&index=10&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ

07- Jorge Grespan | A crítica da economia política em Marx
https://www.youtube.com/watch?v=5Xp3UFM3nPc&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ&index=5

08- Ruy Braga | Democracia, trabalho e socialismo em Marx e Engels
https://www.youtube.com/watch?v=Yofxeg-iSjk&index=4&list=UUzwfw0utuEVxc4D6ggXcqiQ

domingo, 8 de março de 2015

Formação de professores: limites contemporâneos e alternativas necessárias | Download Gratuito




Disponível em: http://books.scielo.org/id/ysnm8/pdf/martins-9788579831034.pdf

SUMÁRIO

Apresentação

O legado do século XX para a formação de professores
Lígia Márcia Martins

O debate contemporâneo das teorias pedagógicas
Newton Duarte

Construtivismo, pós-modernidade e decadência ideológica 
José Luis Derisso 

Os conceitos de atividade e necessidade para a Escola Nova e suas implicações para a formação de professores 
Afonso Mancuso de Mesquita 

Alienação e emancipação na transmissão do conhecimento escolar: um esboço preliminar
Mauro Sala 

Relações entre o desenvolvimento infantil e o planejamento de ensino 
Ana Carolina Galvão Marsiglia

A arte e a formação humana: implicações para o ensino de literatura
Nathalia Botura de Paula Ferreira

O trabalho do professor e a alfabetização: uma análise dos ideários educacionais
Fatima Aparecida de Souza Francioli

O papel do professor e do ensino na Educação Infantil: a perspectiva de Vigotski, Leontiev e Elkonin 
Juliana Campregher Pasqualini

domingo, 1 de março de 2015

Capitalismo, Trabalho e Educação | Revista Germinal | vol. 6, nº 2 (2014)

Acaba de ser publicada a nova edição da Revista Germinal: Marxismo e Educação em Debate, Vol. 6, Nº 2 (2014), com a temática CAPITALISMO, TRABALHO E EDUCAÇÃO.




Sumário

EDITORIAL
Eraldo Leme Batista, Paulino José Orso

Debate

VANDALISMO OU MOVIMENTO SOCIAL? AS JORNADAS DE JUNHO (2013)
José Luís Sanfelice

Artigos

TRABALHO E CAPITAL: AS ANTÍPODAS DO SISTEMA      
Adrian Sotelo Valencia 

CAPITALISMO, TRABALHO E EDUCAÇÃO: O CASO DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
João dos Reis Silva Júnior, Alan Victor Pimenta

EXPANSÃO E EMPRESARIAMENTO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO EM DEBATE         
Élcia Esnarriaga de Arruda, Silvia Helena Andrade de Brito

DESENVOLVIMENTO NACIONAL E REGIONAL E AS DEMANDAS AO CAMPO DA EDUCAÇÃO      
Celso João Ferretti

A EDUCAÇÃO DE TRABALHADORES NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UM DIREITO QUE NÃO SE COMPLETA
Gaudêncio Frigotto, Maria Ciavatta, Marise Ramos

EDUCAÇÃO E HEGEMONIA: A FORMAÇÃO DE INTELECTUAIS NA ITÁLIA DOS ANOS 20, A ORGANIZAÇÃO DA INDUSTRIALIZAÇÃO EM SÃO PAULO E A CONSTRUÇÃO DA HEGEMONIA BURGUESA NO BRASIL
Fábio Fernandes Villela

UM CONCEITO MARXISTA DE SALÁRIO
Jorge Luiz Souto Maior

FLORESTAN FERNANDES E A CRISE DO CAPITAL: A URGÊNCIA DA EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA CRÍTICA
Maria Orlanda Pinassi

TRABALHO E SUBJETIVIDADE NA “NOVA” CONFIGURAÇÃO LABORAL: QUEM PAGA A CONTA?
Roberto Heloani, Evaldo Piolli

A DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO NO SETOR PORTUÁRIO
Claudia Mazzei Nogueira

A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA CADEIA PRODUTIVA DO SETOR COUREIRO-CALÇADISTA DO VALE DO SINOS (RS)
Claudia Schemes, Cristina Ennes da Silva, Acácia Zeneida Kuenzer         

AS RAÍZES DA REGRESSÃO NO MUNDO ÁRABE F
Marcos Del Roio

Entrevista

A CRISE DO CAPITAL, A CLASSE TRABALHADORA, O PARTIDO DOS TRABALHADORES E OS MOVIMENTOS SOCIAIS E O SOCIALISMO    
Ricardo Antunes, Plínio de Arruda Sampaio Júnior, Ariovaldo dos Santos           
Clássico

A CHAMADA ACUMULAÇÃO ORIGINAL
Karl Marx
               
Resenhas

A EDUCAÇÃO EM MÉSZÀROS: TRABALHO, ALIENAÇÃO E EMANCIPAÇÃO          
Demetrio Cherobini


Teses e Dissertaçoes: Resumos

A RELAÇÃO UNIVERSIDADES-MOVIMENTOS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA: HABITAÇÃO POPULAR, AGROECOLOGIA E FÁBRICAS RECUPERADAS
Henrique Novaes

O TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO DO ENSINO
José Luiz Souto Zanella

A IDEOLOGIA DA NOVA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DA REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA
Roberto Leme Batista

UMA CIVILIZAÇÃO SEM ALMA? EDUCAÇÃO E REVOLUÇÃO PASSIVA
Lucelma Silva Braga

A QUESTÃO EDUCACIONAL NAS OBRAS DE KARL MARX E FRIEDRICH ENGELS
Mario Borges Netto

O PENSAMENTO PEDAGÓGICO SOCIALISTA: REFLEXÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA EDUCACIONAL DESENVOLVIDA NA RUSSIA PÓS-REVOLUCIONÁRIA E SUAS CONTRIBUIÇÕES OARA O PROJETO EDUCACIONAL DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
Malila da Graça Roxo Abreu

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Marxismo e Educação - Revista HISTEDBR On-Line | v. 14, n. 59 (2014)

Número especial da Revista HISTEDBR Online, centrado na temática Marxismo e Educação, organizado pelo Grupo de estudos e pesquisas da Região Oeste do Paraná – HISTEDOPR da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE.


SUMÁRIO

Editorial
Paulino José Orso

Artigo

LÓPEZ, HÉROE ANTIMPERIALISTA: ENSAYO HISTÓRICO
Bernardo Coronel

MATERIALISMO HISTÓRICO E PESQUISA EM FONTES: CONTRIBUIÇÕES PARA A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
Leandro Turmena

O MATERIALISMO HISTÓRICO-DIALÉTICO COMO MÉTODO DE ANÁLISE: UMA VIA POSSÍVEL PARA ENTENDER A HISTÓRIA DAS MULHERES E DA MULHER NA HISTÓRIA?
Mara Cristine Vitorino da Silva, João Carlos da Silva

PARA ALÉM DA ANÁLISE EPISTEMOLÓGICA: CRÍTICA DA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO À LUZ DAS DETERMINANTES DO MODO DE PRODUÇÃO
Elza Margarida de Mendonça Peixoto

A MUNDIALIZAÇÃO DO CAPITAL E SEUS IMPACTOS SOBRE O PROCESSO DE TRABALHO E A EDUCAÇÃO
Thayene da Costa Campos Santos, Thaylla Soares Paixão

INTENSIFICAÇÃO DO TRABALHO, ALIENAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA
Eraldo Leme Batista, Paulino José Orso

CULTURA, ALIENAÇÃO E REVOLUÇÃO NA TEORIA MARXISTA
Julia Malanchen, Silvia Alves dos Santos

A PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA E OS DESAFIOS FRENTE À EDUCAÇÃO
Helloysa Bragueto Moreira, João Batista Zanardini

A PRÁTICA PEDAGÓGICA HISTÓRICO-CRÍTICA E O ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Leonardo Docena Pina

A POLÍTICA EDUCACIONAL BRASILEIRA E AS DIRETRIZES DO PROGRAMA EDUCAÇÃO PARA TODOS: NOTAS CRÍTICAS
Deribaldo dos Santos,   Maria das Dores Mendes Segundo, Maria Cleidiane Cavalcante Freitas, Tayanna Vieira Lima

A CONCEPÇÃO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES PRESENTE NAS TESES SOBRE O CURRÍCULO DE PEDAGOGIA NO BRASIL: UMA ANÁLISE CRÍTICA
Carolina Nosella Gama, Cláudio de Lira Santos Júnior

IDEOLOGIA E POLÍTICA: UMA ANÁLISE DAS LEIS IMPOSTAS PELO ESTADO BURGUÊS E DA LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL BRASILEIRA
Renalvo Cavalcante Silva, Aline Soares Nomeriano

A PEDAGOGIA VAI AO PORÃO: NOTAS CRÍTICAS SOBRE AS ASSIM CHAMADAS “PEDAGOGIA EMPRESARIAL” E “PEDAGOGIA EMPREENDEDORA”
Alessandro de Melo, Luciani Wolf

FORMAÇÃO POLÍTICA DE EDUCADORES: PRESENÇA DE LÊNIN E GRAMSCI NOS CADERNOS UTILIZADOS NA ESCOLA DE FORMAÇÃO DA APP-SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO PÚBLICA DO PARANÁ
Denila Coelho, André Paulo Castanha

PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DO CAMPO NO BRASIL: TESES E ANTÍTESES
Joelma de Oliveira Albuquerque

A ATUAÇÃO DO PROFESSOR ENQUANTO A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL RADICAL NÃO SE REALIZA
Iael de Souza

ANOTAÇÕES À QUESTÃO: A EDUCAÇÃO ESCOLAR É A FORMA PRINCIPAL E DOMINANTE DE EDUCAÇÃO?
Adair Ângelo Dalarosa, José Luiz Zanella

CICLOS DE FORMAÇÃO HUMANA NO COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO IRACI SALETE STROZAK
Ana Cristina Hammel, Liliam Faria Porto Borges

A CATEGORIA GÊNERO NO GT HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DA ANPED: UM EXERCÍCIO DE CRÍTICA MARXISTA
André Luiz Sena Mariano, Romeu Adriano da Silva

A OBRA DE GEORGES SNYDERS NO CENÁRIO EDUCACIONAL BRASILEIRO: INTRODUÇÃO, APROPRIAÇÕES E REFLUXO
Renata de Almeida Vieira

A CONTRIBUIÇÃO DE ERIC HOBSBAWM (1917-2012) PARA COM A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO HISTORIOGRÁFICO
José Luís Sanfelice

E. P. THOMPSON E A EDUCAÇÃO: A SOCIALIZAÇÃO COMO EXPERIÊNCIA
Suely Aparecida Martins

UMA ANÁLISE DO LEGADO AUTÓCTONE NA EDUCAÇÃO CUBANA
Maria do Carmo Luiz Caldas Leite

Resenha

A MUNDIALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO: CONSOLIDAÇÃO DO PROJETO NEOLIBERAL NA AMÉRICA LATINA. BRASIL E VENEZUELA
Thaylla Soares Paixão

FUGA DA HISTÓRIA? AS REVOLUÇÕES RUSSA E CHINESA VISTAS DE HOJE
Sidemar Presotto Nunes

Resumo

TRABALHO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NAS DÉCADAS DE 1930 E 1940 NO BRASIL: ANÁLISE DO PENSAMENTO E DAS AÇÕES DA BURGUESIA INDUSTRIAL A PARTIR DO IDORT
Eraldo Leme Batista

A PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA NO CENÁRIO DA EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA
Efrain Maciel Silva

TRABALHO, ALIENAÇÃO E EMANCIPAÇÃO: A EDUCAÇÃO EM MÉSZÁROS

Caio Antunes

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Antonio Gramsci





Texto: Os indiferentes


Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.
A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.
A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.



Disponível em:
http://www.marxists.org/portugues/gramsci/1917/02/11.htm




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Dermeval Saviani




Texto: Antecedentes, origem e desenvolvimento da pedagogia histórico-crítica

No livro: MARSIGLIA, Ana Carolina Galvão. Pedagogia histórico-crítica: 30 anos. Campinas: Autores Associados, 2011.



sábado, 21 de janeiro de 2012

L. S. Vigotski




"Só uma teoria histórica do discurso interior poderá tratar cabalmente este complexo e imenso problema. A relação entre o pensamento e a palavra é um processo vivo; o pensamento nasce através das palavras. Uma palavra vazia de pensamento é uma coisa morta, e um pensamento despido de palavras permanece uma sombra. A conexão entre ambos não é, no entanto, algo de constante e já formado: emerge no decurso do desenvolvimento e modifica-se também ela própria. À expressão bíblica “No princípio era o Verbo”, Goethe faz Fausto responder: “No princípio era a ação”. A intenção desta frase é a de diminuir o valor da palavra, mas podemos aceitar esta versão se lhe dermos outra acentuação: no princípio era a ação. A palavra não é o ponto de partida – a ação já existia antes dela; a palavra é o termo do desenvolvimento, o coroamento da ação."

Texto: Pensamento e linguagem